Pesquisa ajuda a entender a base genética da obesidade

(com Medical Express)

Uma análise maciça feita por uma equipe de 483 cientistas espalhados por 363 instituições em todo o mundo ofereceu novas luzes para a relação entre genética e obesidade, comparando a base genética de pessoas com IMC normal e de pessoas consideradas obesas.

Publicada na Nature, a pesquisa pode oferecer novas possibilidades para as terapias de emagrecimento e apontar soluções para a questão do acúmulo de gordura no organismo. “A obesidade é hereditária e predispõe as pessoas à muita doenças”, diz o professor Dale Nyholt, do Institute of Health and Biomedical Innovation, que participou da pesquisa. “É uma epidemia mundial que impõe um enorme fardo para a saúde particular e pública”.

Os cientistas já sabiam, antes da pesquisa, que a genética é responsável por algo entre 40 e 70% das chances de um pessoa engordar. No entanto, a variação genética entre obesos e não obesos ainda não foi explicada. Ainda não se sabe o papel de cada gene nesse processo, mas o estudo trouxe novos dados envolvendo a suscetibilidade à obesidade.

A pesquisa identificou 97 marcadores genéticos associados ao índice de massa corporal, sendo que 56 deles são completamente novos, não tendo sido identificados em nenhuma pesquisa anterior, após a análise de cerca de 2,5 milhões de variações de nucleotídeos, as moléculas que fazem o DNA.

Nayolt explica a importância da pesquisa: “Essas análises apontaram para determinados genes e mecanismos biológicos que afetam o IMC. Estes genes incluem neurotransmissores que respondem a mudanças na alimentação cujos mecanismos podem revelar novos métodos para terapias de emagrecimento.”

O pesquisador prossegue: “Juntos, estes resultados destacam as diversas causas da obesidade e suas ligações com muitas outras alterações de metabolismo. Quando entendermos melhor esses mecanismos, poderemos ajudar a explicar por que nem todos os indivíduos obesos desenvolvem alterações de metabolismo e sugerir possíveis tratamentos para que as pessoas obesas não sofram essas alterações de metabolismo”

Referência

“Genetic studies of body mass index yield new insights for obesity biology.” Nature 518, 197–206 (12 February 2015) DOI: 10.1038/nature14177

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