Tesla Motors quer conquistar o mercado chinês, mas tem problemas

(com Forbes)

Modelo S da Tesla Motors, o veículo mais vendido da empresa (Fonte: www.teslamotors.com)

Modelo S da Tesla Motors, o veículo mais vendido da empresa (Fonte: http://www.teslamotors.com)

Um executivo que administre um investimento previsto de 25 bilhões de dólares para um veículo que parece atraente e ambientalmente correto. É o que a Tesla Motors, de Elon Musk, quer para a China, projetado para ser o segundo maior mercado dos veículos elétricos produzidos pela marca.

No entanto, a realidade parece ser mais difícil que o projeto. Após anunciar pesados investimentos no país em 2014, a empresa de Elon Musk teve que lidar com vendas “surpreendentemente abaixo do esperado” no último trimestre de 2014. E estima-se que, em janeiro de 2015, foram vendidos apenas 120 veículos no país. A empresa, que esperava uma produção global de 35 mil unidades em 2014, reviu sua meta de produção para 33 mil veículos, ainda no terceiro trimestre do ano.

Com esse cenário desfavorável, a Tesla está atrás de seu terceiro presidente para a China em menos de um ano. Kingston Chang pediu demissão em março de 2014. Em seu lugar, entrou Veronica Wu, que durou apenas nove meses no cargo. Além disso, a vice-presidente de negócios para a China June Jin, cotada por especialistas para assumir o cargo, também saiu da empresa.

A Tesla argumenta que subestimou as “dificuldades de gestão” no mercado chinês. Um dos esforços necessários, na visão da empresa, é o de treinar funcionários e gerentes adaptados à “cultura do mercado chinês”. Isso se faz urgente, pois a China é parte essencial no plano de Elon Musk em aumentar a produção anual de veículos para 50 mil em 2015 e para 500 mil unidades em 2020.

Por outro lado, especialistas do mercado tem uma opinião diversa: para eles, Musk simplesmente superestimou o mercado chinês para veículos elétricos, criando expectativas difíceis de se concretizar. Eles consideram que a maioria das pessoas no país com capacidade financeira para pagar US$ 121 mil em um modelo S, o mais vendido da companhia, prefere outros carros mais atraentes e com outros recursos, mesmo que eles precisem de motores de combustão interna. Um exemplo disso é a Porsche, que entrou em 2001 no país e vende 47 mil carros ao ano, com preços à partir de US$ 89 mil.

Outra dificuldade subestimada pela Tesla foi a da implantação de um sistema adequado de postos de reabastecimento de veículos elétricos no país. Para o mercado, a solução para a empresa está em readequar as expectativas para o país, revendo as metas extremamente agressivas traçadas para os próximos anos e dando um espaço maior para a consolidação da marca na China antes de investir pesadamente no aumento das vendas. Como fez a Porsche na última década.

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